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sexta-feira, outubro 23, 2026

Diretor da Quaest aponta três fluxos decisivos e diz que Lula precisa repetir Dilma

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Participantes de debate presidencial ilustram cenário acirrado para o segundo turno (Foto: Instagram)

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, identificou três movimentos do eleitorado que podem definir o resultado do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro. Em artigo publicado no jornal O Globo, Nunes ressalta que a maior oportunidade de virada para o petista está entre aqueles que não votaram ou optaram por voto em branco ou nulo no primeiro turno.

Segundo as estimativas da Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com 43% a 47% das intenções de voto, enquanto Lula atinge de 42% a 46%, caracterizando um cenário de empate técnico. Nunes compara a disputa atual com eleições anteriores: em 2022, Jair Bolsonaro iniciou o segundo turno atrás de Lula e não reverteu; já em 2014, Dilma Rousseff virou contra Aécio Neves nos dias finais.

O primeiro fluxo analisado diz respeito aos eleitores que mudam de lado, migrando do candidato do primeiro turno para o adversário. De acordo com a Quaest, Lula consegue manter 95% dos seus apoiadores, e Flávio Bolsonaro retém 94%, sem indícios de troca significativa de votos entre eles até o momento.

O segundo grupo é formado pelos eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Entre esses, 43% declaram voto em Flávio Bolsonaro, enquanto 37% afirmam que vão escolher Lula. Para Nunes, essa distribuição não apresenta, neste estágio, potencial suficiente para alterar a dinâmica da disputa.

O terceiro e principal fluxo envolve os que se abstiveram ou votaram em branco ou nulo na primeira fase. Deste segmento, 40% manifestam voto em Lula, ante 36% que pretendem apoiar Flávio. Esse grupo tem perfil demográfico mais alinhado à base petista, com predomínio de pessoas de maior idade, menor nível de escolaridade e maioria feminina.

Para Nunes, o resultado final depende da capacidade de cada candidato de manter seu eleitor, conquistar oponentes e mobilizar aqueles que não participaram efetivamente do primeiro turno. A virada dependerá da participação dos abstenções e da conversão de votos brancos e nulos em sufrágios válidos para o candidato petista.

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