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sábado, outubro 17, 2026

Flávio Bolsonaro na Globo: principais declarações do candidato à Presidência na 2ª sabatina

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Flávio Bolsonaro durante sabatina na TV Globo (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi sabatinado pela TV Globo em 16 de outubro e confrontará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno marcado para 25 de outubro. Em sua segunda entrevista à emissora, conduzida por Renata Lo Prete, o candidato e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apareceu com 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula, segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista.

Logo no início da sabatina, Flávio anunciou que, se eleito, declarará “guerra” ao narcotráfico e classificará, já em janeiro, as facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, seguindo medida similar adotada pelo governo Trump. Defendeu ainda o ingresso do Brasil no Escudo das Américas e o emprego de tropas de elite da Marinha e do Exército para combater o tráfico no Porto de Santos e na Amazônia. Quanto ao acesso civil a armas, criticou o Estatuto do Desarmamento como “limitador de quem obedece à lei” e defendeu o direito à legítima defesa dos cidadãos que atendam aos critérios legais, propondo ajustes na legislação para facilitar o registro de armamento.

Sobre a eventual participação de parentes em seu governo, declarou que não há conversas com o pai, atualmente em prisão domiciliar, e descartou nomear Jair Bolsonaro em qualquer cargo. Revelou, porém, que pretende conduzi-lo até a rampa do Palácio do Planalto na cerimônia de posse. Também negou que o irmão Eduardo Bolsonaro será chanceler, apesar de reconhecer seu “trabalho brilhante” com grupos conservadores no exterior, e comentou a exigência do STF para que Eduardo cumpra pena no Brasil, enquanto este diz não ter planos de retornar ao país.

No ponto mais tenso, Flávio foi questionado sobre o caso Master, relativo aos R$ 134 milhões solicitados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, que trata da vida de seu pai. O senador afirmou que se tratou de um patrocínio privado, sem contrapartida governamental, e que a produtora portuguesa responsável prestou contas de todos os gastos, sem indícios de irregularidade. Ele admitiu que a obra custou R$ 75 milhões, conforme laudo, mas alegou que o contrato original não foi cumprido e que os recursos efetivamente aportados cobriram a conclusão do longa.

No campo econômico, defendeu um “tesourão” de R$ 200 bilhões em cortes de despesas, sem alterar os pisos constitucionais de saúde e educação, nem rever o reajuste do salário mínimo acima da inflação. Citou redução de ministérios — passando dos atuais 39 para, no mínimo, 29 — e a criação de um fundo imobiliário para gestão de imóveis da União, além de aproveitar royalties da exploração na Margem Equatorial, que, segundo dados da Petrobras, poderiam chegar a R$ 100 bilhões em receitas. Prometeu também empregar inteligência artificial para combater a corrupção e recuperar débitos da União.

Por fim, questionado sobre a votação no Senado que encerrou a escala 6×1 de jornada de trabalho, no último dia 14, afirmou que respeita a decisão do Congresso e não tentaria revertê-la. Defendeu ainda o fim da reeleição para cargos no Judiciário e no Executivo, limitando mandatos de ministros do Supremo Tribunal Federal e barrando decisões monocráticas da Corte.

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