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sexta-feira, outubro 16, 2026

Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos

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Lula durante sabatina em que se declarou a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, manifestou-se favorável à diminuição da maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos durante sabatina transmitida pela TV Globo. A declaração surgiu no momento em que o Senado Federal analisava a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública. Lula ressaltou que essa é uma opinião pessoal e defendeu que o tema não seja incluído no texto da reforma em curso, por não integrar o escopo original da proposta.

Durante o encontro com a jornalista Renata Lo Prete, o presidente voltou a afirmar o compromisso de criar o Ministério da Segurança Pública assim que o projeto for aprovado pelos parlamentares. Na mesma ocasião, ele refletiu sobre o resultado do primeiro turno, em que conquistou 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% obtidos por Flávio Bolsonaro, seu adversário de segundo turno. A menção à maioridade penal foi feita logo no início da sabatina: “Como cidadão brasileiro sou favorável à redução da maioridade penal para crimes hediondos.”

Ao avaliar a governabilidade, Lula destacou as coligações firmadas com PP, União Brasil, PSD e MDB como fundamentais para aprovar a pauta no Congresso Nacional. Ele elogiou a composição ministerial, que possibilitou o avanço de projetos no Legislativo, mas admitiu contratempos, como a rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

No âmbito das relações internacionais, o presidente qualificou como “civilizada” a interação com o mandatário norte-americano Donald Trump, minimizando o impacto das tarifas impostas ao comércio brasileiro e afastando, por ora, o uso imediato da Lei da Reciprocidade. Lula também criticou a tentativa dos Estados Unidos de rotular organizações como o PCC e o Comando Vermelho como entidades terroristas, segundo o conceito internacional de terrorismo de Estado.

Sobre a crise institucional no Judiciário, o candidato abordou os ataques dirigidos a ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça. Para ele, essas pressões estariam relacionadas a desdobramentos das investigações do caso Banco Master e a decisões judiciais que envolveram a família de seu adversário político.

Por fim, ao tratar da atuação de órgãos de fiscalização e controle, Lula questionou a justificativa apresentada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao participar de um evento no exterior patrocinado por instituição financeira alvo de investigação. Ele considerou a explicação pouco convincente e afirmou que as definições sobre manutenção ou reformulação de cargos estratégicos só ocorrerão após o encerramento do processo eleitoral.

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