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segunda-feira, setembro 21, 2026

Dólar cai 0,41% e Ibovespa recua 1,23% com petróleo acima de US$ 80

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Dólar recua a R$ 5,10 enquanto Ibovespa cai 1,23% (Foto: Instagram)

O dólar apresentou uma queda de 0,41% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,10 nesta quinta-feira (6/8). O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o dia com uma baixa acentuada de 1,23%, atingindo 175,5 mil pontos.

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A movimentação nos mercados de câmbio e ações foi influenciada por dois fatores principais: o aumento do preço do petróleo no mercado global, que voltou a ultrapassar os US$ 80 por barril, e as expectativas de uma elevação dos juros nos Estados Unidos.

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No caso do petróleo, o barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, registrou alta de 3,38%, alcançando US$ 82,49. Pela manhã, o aumento era mais modesto: 1,36%, a US$ 80,53. Já o tipo West Texas Intermediate (WTI), que é referência nos Estados Unidos, fechou em alta de 3,14%, a US$ 77,58.

A valorização do petróleo foi impulsionada pela crescente incerteza sobre a viabilidade de uma trégua duradoura entre Estados Unidos e Irã. Embora novas negociações entre os dois países tenham sido anunciadas no fim de semana, até agora não houve progressos significativos.

No Brasil, nesta quinta-feira, os investidores também reagiram ao quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) na quarta-feira (5/8). A Selic agora está em 14% ao ano.

A redução da taxa era amplamente antecipada pelos analistas e, no comunicado emitido, não foram dadas indicações claras sobre os próximos passos na reunião do Copom, em setembro.

O Comitê condicionou novas reduções — ou mesmo uma pausa nas quedas — a fatores como a melhora nas expectativas de inflação, a continuidade da queda na atividade econômica e a desaceleração do mercado de trabalho. Na prática, o Copom evitou criar ruídos e manteve-se protocolar.

No cenário internacional, a possibilidade de um aumento nos juros dos Estados Unidos também chamou a atenção do mercado. Segundo reportagem do Financial Times, o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, estaria disposto a elevar os juros caso os dados mostrem uma inflação ainda resistente nas próximas semanas.

Esse cenário aumentou as expectativas para a divulgação do “payroll” nesta sexta-feira (7/8), um dos principais indicadores do mercado de trabalho americano, que pode fornecer pistas sobre o estado da economia dos EUA.

A tendência de aumento dos juros americanos afeta fortemente os mercados globais. Ela torna, por exemplo, os títulos da dívida dos Estados Unidos, os Treasuries, mais atraentes, reduzindo o interesse dos investidores por ativos de risco, como ações negociadas em bolsa.

Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da corretora Convexa, observa que, apesar do corte na Selic, os juros futuros reagiram com alta, com contratos de DI dos vencimentos intermediários e longos subindo entre 0,75% e 1,0%. “O movimento refletiu a interpretação de um comunicado mais cauteloso, onde o Banco Central destacou os riscos inflacionários e evitou sinalizar novos cortes de juros”, explica.

Emerson Junior, responsável pela mesa de câmbio da corretora, destaca que, na contramão do cenário global, o dólar caiu frente ao real, diferindo da leve alta em relação a moedas fortes e da estabilidade em comparação com outros emergentes. “Esse movimento reflete a atratividade do carry trade brasileiro, reforçada pela postura cautelosa do Copom ao manter o diferencial de juros elevado sem indicar novos cortes imediatos na Selic”, afirma.

Carry trade é a estratégia onde investidores tomam empréstimos em uma moeda com juros baixos e investem em uma moeda com juros altos, como é o caso do Brasil.

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