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segunda-feira, outubro 12, 2026

Salsicha, linguiça e presunto estão no mesmo grupo do cigarro quando o assunto é risco de câncer

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Salsicha, linguiça, presunto, mortadela e outros embutidos fazem parte da alimentação de milhões de pessoas, mas o consumo frequente desses alimentos merece atenção. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), classifica as carnes processadas como carcinogênicas para humanos (Grupo 1), a mesma categoria em que está o cigarro quando o assunto é a existência de evidências científicas de associação com o câncer.

Essa classificação costuma gerar dúvidas. Estar no mesmo grupo do cigarro não significa que carnes processadas e tabaco apresentem o mesmo grau de risco. A divisão criada pela IARC indica apenas que, para ambos, há evidências científicas suficientes de que podem causar câncer. A intensidade desse risco, porém, é diferente.

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Segundo estudos, o consumo diário de aproximadamente 50 gramas de carne processada, quantidade equivalente a uma salsicha, algumas fatias de presunto ou um pequeno pedaço de linguiça, pode elevar em cerca de 18% o risco de desenvolvimento de câncer colorretal.

Especialistas apontam que o principal problema não é o consumo ocasional desses alimentos, mas a frequência com que eles passam a fazer parte da alimentação. Embutidos consumidos diariamente, seja no café da manhã, em lanches, pizzas, churrascos ou cachorros-quentes, aumentam a exposição a conservantes como nitritos e nitratos, substâncias que podem formar compostos potencialmente cancerígenos durante a digestão.

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Para reduzir esse risco, médicos e nutricionistas recomendam priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como carnes frescas, peixes, ovos, legumes e verduras. Manter uma alimentação rica em fibras, praticar atividade física regularmente e evitar o tabagismo também são medidas importantes para diminuir as chances de desenvolver câncer colorretal.

A orientação dos especialistas não é eliminar completamente as carnes processadas da dieta, mas limitar seu consumo para que esses produtos não façam parte da alimentação diária.

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