O Google anunciou na última semana que vai começar a exibir anúncios em resumos gerados por Inteligência Artificial em seu buscador. Esses resumos, chamados de AI Overviews, aparecerão para certas consultas e incluirão links para páginas relevantes. A novidade, inicialmente lançada nos EUA, faz parte da estratégia para competir com ferramentas como o ChatGPT e o Perplexity.
A inserção de anúncios nos resumos representa uma tentativa de monetizar essa experiência de busca, os anúncios, rotulados como “Patrocinado”, serão exibidos em consultas consideradas “relevantes”, como a busca por dicas de remoção de manchas de roupa, e virão de campanhas do Google Shopping e do Google Search.
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No entanto, os resumos gerados por Inteligência Artificial têm sido alvo de críticas, especialmente por fornecerem informações imprecisas ou questionáveis, um estudo da SE Ranking apontou que as fontes citadas nesses resumos nem sempre são confiáveis, o que pode levar a resultados confusos, como a recomendação de usar cola em uma pizza.
O Google tem tentado corrigir isso, limitando os resumos em tópicos delicados, como saúde e eventos atuais, mas a empresa reconhece que ainda há falhas. Apesar desses desafios, a adoção dos resumos da ferramenta tem aumentado, principalmente entre jovens de 18 a 24 anos.
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A empresa agora busca capitalizar esse engajamento com a inclusão de anúncios, além disso, a empresa também está lançando uma nova página de resultados de busca organizada, voltada principalmente para dispositivos móveis. Essa página trará conteúdos agregados da web, como fóruns e vídeos, mas não exibirá anúncios como os resumos da ferramenta.
Embora os resumos e as páginas organizadas por Inteligência Artificial possam afetar o tráfego de sites, especialistas avaliam que o impacto ainda é pequeno. No entanto, com o Google controlando mais de 80% do mercado de buscas, há preocupações sobre a perda de receita publicitária, que pode chegar a mais de US$ 2 bilhões à medida que o Google expande essas funcionalidades para mais consultas.
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