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quinta-feira, outubro 29, 2026

Empresa do jato que levou Flávio Bolsonaro aos EUA é ligada a esquema na Argentina

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Flávio Bolsonaro viajou a Miami em jato fretado da Baires Fly, empresa citada em investigação sobre suspeitas de corrupção na Argentina. (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) viajou aos Estados Unidos em um avião particular pertencente à Baires Fly, empresa que teria sido usada em um esquema de corrupção na Argentina. O empresário Sergio Daniel Mastropietro teria recorrido à companhia para movimentar recursos da Agência Nacional de Deficiência (Andis), já durante a gestão de Javier Milei.

De acordo com o jornal argentino La Nacion, em setembro de 2025 Mastropietro emitiu, em nome da Baires Fly, notas fiscais de centenas de milhões de pesos para empresas suspeitas de terem sido beneficiadas por compras direcionadas. Os documentos traziam a mesma descrição: “Compra de quilômetros nacionais para utilização em aeronaves da empresa”.

Para o Ministério Público, a estrutura buscava dar aparência legal a recursos de origem irregular. O dinheiro era destinado repetidamente a um grupo restrito de fornecedores de medicamentos e outros insumos de saúde.

Uma análise técnica da Procuradoria de Investigações Administrativas (PIA), também citada pelo La Nacion, identificou casos de superfaturamento. O medicamento Macitentan, que custava 411.764 pesos em licitações abertas, chegou a ser negociado por quase 8,3 milhões de pesos em processos com concorrência restrita.

Flávio Bolsonaro voou para Miami em um jato fretado da Baires Fly, depois de deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina. A aeronave, um Gulfstream G400 registrado como LV-JQW, tem capacidade para 13 passageiros e dois pilotos, além da tripulação. Segundo o fabricante, o interior conta com poltronas largas e estofadas, que podem ser convertidas em camas.

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