Uma estudante mexicana de 16 anos desenvolveu um protótipo de extintor que utiliza ondas sonoras para apagar pequenas chamas sem recorrer à água, espuma ou produtos químicos. Ángela Karime Venegas Hernández, aluna do curso de Eletrônica do Centro de Estudos Tecnológicos Industriais e de Serviços (CETIS) 78, em Altamira, no estado de Tamaulipas, apresentou o projeto Vortex Tech em 2026, após aproximadamente um ano de pesquisas e testes.
O equipamento funciona por meio de vibrações acústicas de baixa frequência, que provocam movimentos no ar ao redor do fogo. Essas alterações deslocam o oxigênio que alimenta a combustão e podem interromper a chama em poucos segundos. O sistema foi desenvolvido para combater focos de incêndio de pequenas proporções.
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Para construir o dispositivo, Ángela utilizou uma bateria de 12 volts, um gerador de frequências, um amplificador e um alto-falante. O conjunto produz ondas sonoras de aproximadamente 30 hertz, responsáveis por gerar as perturbações no ar que ajudam a extinguir o fogo. Diferentemente dos extintores convencionais, o protótipo não lança substâncias sobre a área atingida.
O desenvolvimento contou com a orientação do professor José Arturo Hernández Muñoz. Durante cerca de um ano, a estudante realizou experimentos, modificou componentes e aperfeiçoou o funcionamento do sistema. A versão apresentada publicamente corresponde ao quinto protótipo construído ao longo desse processo.
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O uso de ondas sonoras para combater incêndios já havia sido investigado anteriormente. Em 2012, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) divulgou resultados de experimentos que conseguiram extinguir pequenas chamas com campos acústicos. Na ocasião, os pesquisadores reconheceram que ainda existiam dificuldades para ampliar a tecnologia e utilizá-la em incêndios de maiores proporções.
O projeto de Ángela também apresenta limitações. Embora os testes tenham demonstrado a capacidade de apagar pequenos focos de fogo, o Vortex Tech ainda é um protótipo experimental e não substitui os equipamentos convencionais de combate a incêndios. Sua aplicação em situações reais de emergência depende de novos testes e avaliações de segurança.
A estudante recebeu reconhecimento em competições científicas e foi anunciada como representante do México em uma feira internacional de ciência e invenções prevista para outubro de 2026, em Jacarta, na Indonésia.



