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quinta-feira, outubro 1, 2026

Mulher procura atendimento três vezes por dor de cabeça, é mandada para casa e morre após hemorragia cerebral

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Octavia Hughes, de 38 anos, morreu após sofrer um AVC e uma hemorragia cerebral depois de procurar atendimento médico três vezes em uma mesma semana por causa de fortes dores de cabeça. A designer de moda, mãe de uma menina de 8 anos, começou a apresentar o sintoma no início de setembro e morreu no dia 23, após ser transferida para um hospital de Londres.

Conhecida como Tav, Octavia inicialmente não deu importância às dores. Como o problema persistiu, ela procurou um médico em 14 de setembro e, segundo as informações fornecidas, teria recebido o diagnóstico de enxaqueca antes de ser liberada para voltar para casa.

No dia seguinte, Octavia ligou para o serviço de saúde 111 e procurou o pronto-socorro do Queen Elizabeth the Queen Mother Hospital, em Margate. Segundo Paula Chappell, amiga da designer, a suspeita novamente foi de enxaqueca e ela recebeu alta.

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Sem apresentar melhora, Octavia retornou ao pronto-socorro em 17 de setembro, quando foi novamente mandada para casa. Na manhã seguinte, ela acordou apresentando sintomas de AVC e foi levada às pressas ao Kent and Canterbury Hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência.

As informações indicam que o AVC foi provocado pelo rompimento de uma artéria no pescoço. Depois, Octavia sofreu uma hemorragia cerebral e precisou ser transferida para o King’s College Hospital, em Londres. Apesar do atendimento médico, a família foi informada de que não havia mais o que poderia ser feito. “Acho que é isso que torna tudo tão horrível, porque nunca deveríamos ter chegado ao ponto em que chegamos na sexta-feira. Quando chegamos àquele ponto, já estávamos em uma espiral descendente”, afirmou Paula.

Octavia era designer de moda e proprietária de uma loja de roupas de segunda mão em Whitstable, no condado de Kent. As dores de cabeça começaram enquanto ela participava da Manchester Fashion Week, mas ela continuou suas atividades e não procurou atendimento imediatamente. “Ela nunca reclamava. Não era uma daquelas pessoas que ficam reclamando por não estarem bem. Ela aguentava firme”, contou a amiga. “Ela nunca iria ao médico, nunca reclamava e definitivamente não era alguém que procuraria atendimento três vezes sem motivo”, acrescentou.

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Octavia permaneceu em suporte de vida e teve os órgãos doados. Ela morreu em 23 de setembro, deixando a filha Dolly, de 8 anos. Ao recordar a relação entre mãe e filha, Paula afirmou: “Elas eram pequenas melhores amigas. Todos nós adoramos nossos filhos, eu sei disso, mas o vínculo delas era algo que eu nunca tinha visto”.

Em comunicado, um porta-voz do East Kent Hospitals University Foundation Trust, responsável pelo Queen Elizabeth the Queen Mother Hospital e pelo Kent and Canterbury Hospital, lamentou a morte e informou que as circunstâncias do caso serão analisadas. “Oferecemos nossas sinceras condolências à família de Octavia. Faremos tudo o que pudermos para responder às perguntas deles e também trabalharemos com o legista para compreender as circunstâncias da morte de Octavia”, declarou.

 

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