A missionária Simone Facini Lopes, de 31 anos, foi assassinada em março de 2017, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, por um homem a quem prestava assistência social e religiosa. Francisco Lopes Ferreira, de 65 anos na época, confessou o crime durante o julgamento e afirmou que atacou a vítima depois que ela comunicou que não voltaria a visitá-lo. Ele foi condenado a 36 anos de prisão em regime fechado.
Simone frequentava a chácara onde Francisco morava para levar alimentos, oferecer cuidados e ajudá-lo a aprender a ler e escrever. Segundo a Polícia Civil, o homem havia cumprido pena por crimes sexuais em outras cidades e começou a frequentar a mesma igreja que a missionária após se mudar para o município.
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Durante o julgamento no Tribunal do Júri, Francisco contou à juíza Gláucia Vespoli que a decisão de Simone de interromper as visitas antecedeu o assassinato. “No domingo (dia do crime), estávamos conversando e ela falou que não ia vir mais e acabou acontecendo isso. Simplesmente ela falou que não ia mais. Eu tive um problema na minha cabeça e acabou acontecendo isso”, declarou.
O condenado também descreveu como atacou a missionária enquanto ela estava sentada em uma cadeira, assistindo à televisão. “Eu peguei a marreta e bati na cabeça dela no quarto. Ela estava na cadeira assistindo televisão. Dei três marretadas nela. Depois da primeira marretada, não disse mais nada. Eu acorrentei ela na cama. Eu estava com a cabeça doida. Pensei que ela não tivesse morrido”, afirmou.
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De acordo com as investigações, Simone foi amarrada, enforcada e atingida com golpes de marreta. Seu corpo foi encontrado seminu em 12 de março de 2017, na propriedade rural onde Francisco residia.
Em depoimento, o homem afirmou que pessoas próximas à missionária eram contrárias às visitas que ela realizava à chácara. Entre elas, mencionou uma amiga e o marido da vítima. “Eu percebi que não ia dar certo. Uma amiga não queria que ela fosse lá e o marido também. Tinha dias que ela ficava até meia noite comigo”, relatou.
Durante a perícia no imóvel, os policiais encontraram uma fotografia de Simone acompanhada de uma declaração escrita pelo próprio acusado, na qual ele afirmava que a amava.
Após o assassinato, Francisco fugiu e permaneceu escondido até ser localizado pela polícia, oito dias depois. Ele foi preso em uma área de mata atrás de uma empresa no bairro Gonzaga de Campos. O caso terminou com sua condenação a 36 anos de prisão em regime fechado.



