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segunda-feira, setembro 28, 2026

Inacreditável! Homem vê números em cores e formas e consegue fazer cálculos gigantes de cabeça

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Daniel Tammet desenvolveu uma maneira incomum de perceber números que está diretamente ligada à sua capacidade de realizar cálculos matemáticos rapidamente. Ele afirma enxergar cada número como uma forma tridimensional, com cor e textura próprias, e usa essas imagens mentais para chegar a resultados sem recorrer a calculadoras.

Segundo Tammet, os números se movimentam em sua mente e podem apresentar diferentes características visuais e sensoriais. “Os números estão se movendo na minha mente. Às vezes eles são rápidos, às vezes são lentos. Às vezes são escuros. Às vezes são brilhantes. Essa emoção, esse movimento, essa textura serão muito memoráveis para mim”, disse.

Essa percepção está relacionada à sinestesia, fenômeno no qual diferentes sentidos ou áreas de processamento do cérebro estabelecem associações incomuns. No caso de Tammet, os números ganham formas, cores e texturas específicas. Ele afirma que consegue visualizar números de zero a 10 mil dessa maneira. O número 15, por exemplo, é descrito por ele como branco, amarelo, irregular e arredondado.

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A forma como Tammet percebe os números também é utilizada para solucionar operações matemáticas. Ao calcular 27 elevado à sétima potência, ele chega ao resultado 10.460.353.203 em poucos segundos.

Em outra demonstração, ao multiplicar 53 por 131, ele descreveu mentalmente as características dos dois números e chegou ao resultado 6.943.

“Cinquenta e três, que é redondo, muito redondo… e maior na parte inferior. Depois você tem outro número, 131, que é mais comprido, um pouco parecido com uma ampulheta. E há um espaço que é criado entre eles. Essa forma é a solução. 6.943!”, afirmou.

Tammet conta que percebeu essa característica ainda na infância, quando aprendeu a contar: “Aprendi a contar, como qualquer outra pessoa, ainda jovem, e quando fiz isso eu via cores. Eu via imagens na minha mente. Na época, presumi que todos viam os números como eu”.

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Em março de 2004, Tammet recitou de memória o número Pi até a 22.514ª casa decimal, em um feito que ele descreve como resultado de semanas de estudo.

A maneira como visualiza os números teria ajudado na memorização. Em sua mente, os dígitos aparecem como formas multidimensionais, coloridas e texturizadas, formando uma espécie de sequência visual. Tammet descreveu essa experiência como um panorama numérico contínuo. Para ele, a sucessão de algarismos ganhou estruturas, cores e movimentos que facilitaram a lembrança.

Além da matemática, o britânico também desenvolveu habilidades linguísticas. Ele fala nove idiomas e criou uma língua própria chamada Manti.

Em seu livro Embracing the Wide Sky: A Tour Across the Horizons of the Mind, Tammet também aborda a maneira como diferentes pessoas representam números mentalmente. Segundo ele, pesquisas indicam que entre 10% e 15% das pessoas relatam algum tipo de representação gráfica dos números.

O autor também defende que pessoas com diferentes formas de funcionamento mental sejam vistas para além de suas habilidades incomuns. Para Tammet, o reconhecimento dessas diferenças deve considerar tanto os talentos quanto a humanidade de cada indivíduo.

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