A Copa do Mundo de 2026 tem potencial para gerar um forte impacto na economia brasileira. De acordo com levantamento realizado pelo SPC Brasil, cerca de 60% dos consumidores pretendem realizar algum tipo de gasto relacionado ao torneio, o que representa aproximadamente 99 milhões de pessoas em todo o país.
Com desembolso médio estimado em R$ 619 por consumidor, a movimentação financeira total poderá alcançar R$ 61 bilhões durante o período da competição, beneficiando especialmente segmentos como alimentação, entretenimento, comércio varejista e prestação de serviços.
Os dados mostram que a Copa continua sendo um fenômeno que vai além do futebol. O evento mantém forte apelo social entre os brasileiros: apenas 3% dos entrevistados afirmaram que assistirão aos jogos sozinhos, enquanto a ampla maioria pretende acompanhar as partidas ao lado de familiares, amigos ou colegas.
Entre os itens mais procurados para consumo durante o torneio estão bebidas não alcoólicas, petiscos, camisetas temáticas, produtos para churrasco e cervejas. Já no setor de serviços, os maiores beneficiados devem ser os aplicativos de delivery, bares, restaurantes, plataformas de streaming e pacotes esportivos de TV por assinatura.
A pesquisa também indica que parte dos consumidores pretende se planejar com antecedência. Cerca de 44% afirmaram que realizarão compras pelo menos uma semana antes do início das partidas, buscando melhores preços e promoções.
Embora os supermercados e lojas físicas continuem liderando a preferência dos consumidores, os canais digitais seguem em expansão. Os aplicativos de entrega aparecem entre as principais opções de compra para o período.
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PIX lidera pagamentos
O Pix permanece como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Segundo o levantamento, 57% dos consumidores pretendem utilizar a ferramenta para custear despesas relacionadas à Copa. Além disso, nove em cada dez entrevistados afirmam que planejam pagar suas compras à vista.
Apesar desse cenário, especialistas alertam para sinais de risco financeiro. Aproximadamente 27% dos consumidores pretendem recorrer ao limite do cartão de crédito ou ao cheque especial para financiar gastos ligados ao evento.
Outro dado que chama atenção é o perfil financeiro de parte do público que pretende consumir durante a competição. Entre esses consumidores, 61% já possuem contas em atraso, e 70% estão com restrições em órgãos de proteção ao crédito.
Evento reforça consumo coletivo
A pesquisa confirma que a Copa do Mundo continua sendo um dos principais momentos de convivência social do país. A maioria dos entrevistados pretende assistir aos jogos em casa, principalmente ao lado de familiares e amigos.
Para aqueles que planejam acompanhar as partidas em bares e restaurantes, fatores como preço, ambiente e qualidade dos produtos serão determinantes na escolha do estabelecimento.
No consumo de conteúdo esportivo, a televisão aberta segue como principal plataforma, alcançando 75% dos entrevistados. Entretanto, os serviços de streaming já aparecem como alternativa relevante para 38% dos consumidores.
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Patrocinadores influenciam escolhas
O estudo também aponta que as marcas patrocinadoras da Seleção Brasileira podem ganhar espaço durante a competição. Cerca de 74% dos consumidores afirmaram que pretendem dar preferência a produtos dessas empresas.
No entanto, o preço continua sendo decisivo. Mais da metade dos entrevistados disse que a escolha dependerá do valor cobrado, enquanto uma parcela menor declarou que optará pelas marcas patrocinadoras independentemente do preço.
Crescimento das apostas preocupa
Entre os comportamentos observados pela pesquisa, o avanço das apostas esportivas aparece como um dos pontos de atenção. Segundo o levantamento, 41% dos consumidores pretendem apostar dinheiro durante a Copa do Mundo.
O dado mais preocupante está relacionado à expectativa de retorno financeiro. Entre os apostadores, 74% acreditam que os ganhos podem contribuir para o pagamento de dívidas.
Além disso, uma parcela significativa afirmou que, caso obtenha lucro, pretende reinvestir os valores em novas apostas, enquanto outros disseram que utilizariam o dinheiro para quitar débitos pendentes.
Especialistas alertam que apostar como forma de resolver problemas financeiros pode aumentar o endividamento e ampliar a vulnerabilidade econômica das famílias, principalmente em um cenário de orçamento já comprometido.
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