A atividade econômica brasileira registrou retração de 0,7% em março, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil por meio do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, conhecido como IBC-Br. O indicador é considerado pelo mercado uma espécie de prévia informal do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado representa uma desaceleração após a alta de 0,6% registrada em fevereiro. De acordo com o BC, todos os principais setores da economia apresentaram desempenho negativo no mês, com destaque para o segmento de serviços, que teve a maior retração, de 0,8%.
Também houve queda na agropecuária e na indústria, ambas com recuo de 0,2% em relação ao mês anterior. Os cálculos foram realizados com ajuste sazonal, metodologia utilizada para eliminar efeitos típicos de determinados períodos do ano e permitir comparação mais precisa entre os meses.
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Apesar do desempenho negativo em março, o indicador acumula crescimento de 1,3% no trimestre e avanço de 1,4% no acumulado do ano. Na comparação com março do ano passado, o IBC-Br apresentou alta de 3,1%. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento registrado foi de 1,8%.
O IBC-Br reúne estimativas sobre o desempenho dos setores agropecuário, industrial e de serviços e é acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pelo Banco Central por servir como termômetro da economia brasileira. O indicador também integra o conjunto de dados analisados na definição da taxa básica de juros, a Taxa Selic.
Economistas vêm alertando para uma possível perda de ritmo da atividade econômica ao longo deste ano, influenciada principalmente pelo nível elevado dos juros e pelas pressões inflacionárias ainda persistentes no país.
Enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com expectativa de crescimento semelhante ao observado em 2025, parte do mercado financeiro projeta expansão mais moderada para a economia brasileira em 2026.
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Ainda assim, organismos internacionais mantêm perspectivas relativamente positivas para o país. O Fundo Monetário Internacional elevou recentemente sua previsão de crescimento do PIB brasileiro para 1,9% e apontou que o Brasil poderá retornar ao grupo das dez maiores economias do mundo neste ano.
Segundo o relatório da instituição, o cenário internacional — incluindo a valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio — pode favorecer o Brasil por sua posição como exportador líquido de energia.
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