Uma das árvores mais altas do mundo, o abeto-de-Doerner (Pseudotsuga menziesii), localizada na Cordilheira da Costa, no estado do Oregon (EUA), está queimando há pelo menos uma semana. O incêndio, que começou no último sábado (16/8), já fez a árvore de 99,1 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro perder cerca de 15 metros, segundo estimativas de especialistas.
Como começou o incêndio
As chamas se iniciaram no interior do tronco e subiram até a copa da árvore de aproximadamente 450 anos. Imagens de drones mostraram que o fogo ativo na parte superior foi controlado, mas sensores infravermelhos ainda detectam calor em uma cavidade a 85 metros do solo.
Segundo o Departamento Federal de Administração de Terras (BLM), helicópteros foram usados para lançar água sobre a copa, reduzindo a atividade das chamas. No solo, bombeiros trabalham para evitar que o fogo se espalhe pela floresta.
“No momento, a árvore não corre o risco de ser queimada totalmente. Ela é tão grande e tem tanta massa que levaria um tempo para destruí-la por completo”, afirmou Megan Harper, porta-voz do BLM, à CBS News.
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Dificuldades e riscos
O combate ao incêndio envolve riscos adicionais. As autoridades alertaram para a possibilidade de precipitação radioativa devido às condições das chamas, o que dificulta a atuação das equipes.
Apesar disso, imagens aéreas recentes mostram que os lançamentos de água ajudaram a conter a propagação do fogo. O monitoramento com drones segue em tempo integral.
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Um símbolo ameaçado
A árvore é considerada um símbolo de resistência da região. Antigamente, a Cordilheira da Costa abrigava diversas árvores gigantes, mas a exploração madeireira reduziu drasticamente sua população, restando hoje poucas remanescentes.
O abeto-de-Doerner, que ocupava lugar de destaque entre as árvores mais altas do planeta, pode perder posições no ranking devido ao encurtamento causado pelo incêndio.
As causas do fogo ainda estão sob investigação. Dados meteorológicos já descartaram a hipótese de um raio como origem do incidente.
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