O Ministério Público Federal (MPF) foi acionado para investigar a divulgação de plataformas de apostas que operam sem autorização no Brasil. O pedido foi feito pelo deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que aponta o cantor Oruam como responsável por promover os sites “Festa7” e “Xiyou” em suas redes sociais.
No documento enviado ao MPF, o parlamentar solicita que medidas judiciais sejam tomadas para apurar possíveis irregularidades e encaminha o caso para a Polícia Federal e a Receita Federal. Segundo Kataguiri, além da publicidade de plataformas ilegais, podem estar envolvidos crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
++ Novo voo com deportados dos EUA chega ao Brasil após polêmica das algemas
A denúncia também ressalta que a promoção de sites sem regulamentação coloca consumidores em risco e prejudica empresas que operam dentro das normas estabelecidas. “Influenciadores e celebridades promovem essas plataformas sem esclarecer sua situação legal, o que pode levar milhões de seguidores a investir nelas sem garantias de segurança”, afirmou o deputado.
Além da denúncia, Kataguiri apresentou um projeto de lei conhecido como “Projeto Anti-Oruam”, que visa proibir a apologia ao crime organizado e ao consumo de drogas em eventos financiados pelo Governo Federal. A iniciativa faz referência a uma proposta semelhante da vereadora de São Paulo, Amanda Vettorazzo, que defende a restrição de apresentações do cantor na cidade.
++ Brasil avança na alfabetização infantil e pode atingir 80% até 2030, diz governo
Oruam, cujo nome de batismo é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, tem 23 anos e ganhou notoriedade no cenário do trap nacional em 2021. Ele se manifestou sobre o projeto nas redes sociais, criticando a tentativa de criminalizar gêneros musicais como funk, rap e trap. “Eles sempre tentaram criminalizar esses estilos. Agora, me usam como pauta política para atingir toda a cena”, escreveu o cantor.
A equipe de Oruam ainda não se pronunciou sobre a denúncia no MPF.



