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quinta-feira, outubro 15, 2026

Centro da Via Láctea revela ser um verdadeiro acelerador cósmico de partículas

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Uma equipe de pesquisadores liderada pelo físico Pat Harding, do Laboratório Nacional de Los Alamos, está investigando um fenômeno enigmático no núcleo da Via Láctea. Eles descobriram que o centro da galáxia abriga raios gama com níveis de energia superiores a 100 TeV, indicando que essa região é muito mais energética do que se imaginava anteriormente.

Embora os cientistas não tenham observado diretamente os raios gama, eles utilizaram a radiação Cherenkov para fazer a descoberta. Quando esses raios atingem a atmosfera terrestre, eles produzem uma “chuva” de partículas que se movem quase à velocidade da luz. Ao atravessarem a água, essas partículas emitem a radiação Cherenkov, fenômeno captado pelo Observatório High-Altitude Water Cherenkov (HAWC), que opera a 3,9 km de altitude e possui tanques com 180 mil litros de água.

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Durante sete anos de estudo, os cientistas detectaram cerca de 100 eventos envolvendo raios gama com energias superiores a 100 TeV, todos originários do centro da Via Láctea, onde se localiza o buraco negro supermassivo Sagitário A*. Este buraco negro, localizado a cerca de 30 mil anos-luz do nosso sistema solar, teria que gerar partículas com energias ainda maiores, conhecidas como prótons PeV, para produzir esses raios gama.

Os prótons PeV colidem com moléculas de gás interestelar, gerando raios gama ultra-energéticos. Contudo, os cientistas ainda não têm uma explicação clara para a origem desses prótons PeV. Teorias sugerem que fenômenos como explosões de supernovas ou fusões de buracos negros poderiam ser responsáveis, mas nenhum desses eventos justifica plenamente as observações.

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“Este estudo confirma, pela primeira vez, a existência de uma fonte PeVatron de raios gama no centro da Via Láctea, sugerindo que essa região abriga alguns dos processos físicos mais extremos do universo”, declarou Harding. Pesquisas futuras poderão esclarecer qual é essa misteriosa fonte de energia.

As descobertas foram publicadas na revista The Astrophysical Journal Letters.

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