Nos Estados Unidos, escolas estão adotando uma abordagem inovadora para proibir o uso de smartphones nas salas de aula, a startup, Yondr, com sede em São Francisco, desenvolveu uma tecnologia que lacra os celulares dos alunos em bolsas magnéticas, inacessíveis durante o dia escolar. A empresa já faturou mais de US$ 1 milhão com a venda dessas bolsas.
Sua tecnologia é simples, ao entrarem na escola, os alunos colocam seus celulares em bolsas que são lacradas e mantidas nas mochilas. Somente ao final do dia, em pontos designados com ímãs especiais, os dispositivos são liberados. Esse sistema tem se mostrado eficaz para reduzir distrações e aumentar o engajamento dos estudantes nas aulas.
O Distrito Escolar Independente de Richardson, no Texas, implementou a política de proibição dos celulares em oito escolas, impactando cerca de 12.000 alunos. Segundo Martin Russell, professor da Richardson High School, o comportamento dos alunos mudou drasticamente.
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A Yondr foi fundada em 2014 por Graham Dugoni, que, ao perceber o impacto negativo dos smartphones na sociedade, especialmente nas escolas, criou uma solução para espaços livres de celulares. Inicialmente, a empresa atendia a shows e eventos de entretenimento, mas após a pandemia, a demanda nas escolas explodiu.
Atualmente, o foco principal da startup é o setor educacional, atendendo escolas em todos os 50 estados dos EUA e mais de 20 países. Além de melhorar o desempenho acadêmico, a proibição dos celulares também visa proteger a saúde mental dos estudantes, que passam muitas horas nas redes sociais.
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Pesquisas mostram que o uso excessivo de smartphones e a exposição ao cyberbullying têm impactos negativos no desenvolvimento emocional e social dos adolescentes. O sucesso da Yondr levou a empresa a expandir sua atuação para outros segmentos, como tribunais e creches.
Mais de 1 milhão de alunos já utilizaram as bolsas da Yondr no último ano, e a expectativa é que esse número chegue a 2 milhões até o final de 2024.
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