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segunda-feira, novembro 2, 2026

Impeachment de ministros do STF perde força após vitória de Lula e avanço de Alcolumbre

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Alcolumbre ganha força para buscar a recondução à presidência do Senado, enquanto pedidos de impeachment contra ministros do STF podem perder espaço. (Foto: Instagram)

As articulações para abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem enfrentar novos obstáculos a partir de 2027. Embora o PL tenha ampliado sua presença no Senado e conquistado uma bancada capaz de influenciar a disputa pelo comando da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) ganhou fôlego para buscar a recondução à presidência após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer Flávio Bolsonaro (PL).

Alcolumbre havia sido enfraquecido pelos resultados das eleições deste ano. Ele não concorreu a nenhum cargo e tem mandato de senador pelo Amapá até 2031, mas os três candidatos que apoiou para o governo estadual e para as duas vagas ao Senado não foram eleitos. Ao mesmo tempo, a bancada do PL cresceu e passou a ocupar aproximadamente um terço das cadeiras.

O avanço da legenda bolsonarista estimulou, depois do primeiro turno, conversas para tirar Alcolumbre do comando do Senado. Integrantes da oposição discutiram a formação de uma chapa única para enfrentá-lo. Entre os nomes mencionados estavam Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura e líder do PP no Senado.

A vitória de Lula no segundo turno, porém, mudou o equilíbrio das negociações. Alcolumbre recuperou espaço entre os parlamentares e recebeu novos sinais de apoio à reeleição. Na semana passada, reuniu-se com Lula. Menos de 48 horas após o encerramento da eleição, a Federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, declarou apoio à recondução dele à presidência do Senado e do Congresso Nacional.

O anúncio foi formalizado em uma nota assinada pelo deputado eleito Antonio Rueda, pelo União Brasil, e pelo senador Ciro Nogueira, pelo PP, presidentes das duas siglas. O apoio reforça a posição de Alcolumbre e representa um revés para Tereza Cristina, também citada como possível candidata ao comando da Casa.

Com Alcolumbre fortalecido na disputa, a proposta de impeachment de ministros do Supremo, uma das principais bandeiras da oposição, tende a perder força. Pela legislação, cabe ao presidente do Senado decidir se dá andamento aos pedidos contra integrantes da Corte, o que torna o cargo estratégico para quem pretende avançar com a iniciativa.

Alcolumbre já demonstrou resistência a esse tipo de proposta. Uma eventual recondução pode dificultar a abertura de processos contra ministros, sobretudo contra Alexandre de Moraes, principal alvo da oposição. A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro, no início da próxima legislatura. Até lá, os apoios partidários e a capacidade de articulação dos candidatos serão decisivos para definir quem comandará a Casa.

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