
Dia de Finados é marcado por orações e homenagens a familiares e amigos falecidos. (Foto: Instagram)
Celebrado em 2 de novembro, o Dia de Finados é dedicado à oração e à memória de familiares e amigos falecidos. A data faz parte do calendário litúrgico católico e tem como propósito interceder pelo descanso das almas.
A escolha do dia remonta ao ano 998, quando o abade Odilo de Cluny estabeleceu a ocasião na França medieval. A partir de então, a oração pelos mortos tornou-se obrigatória nos mosteiros beneditinos.
Práticas devocionais em memória dos mortos já existiam nos primeiros séculos do cristianismo. Naquele período, fiéis visitavam catacumbas em Roma para recordar mártires e pessoas sepultadas sem homenagens públicas.
Historiadores apontam que a Igreja Católica também incorporou costumes mais antigos ao organizar o calendário. Entre eles, estão rituais associados ao festival celta Samhain, época em que populações europeias acreditavam que vivos e mortos podiam entrar temporariamente em contato.
A comemoração ocorre no dia seguinte ao de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. A sequência foi definida pela liturgia católica para distinguir os espíritos considerados salvos no céu das almas que aguardam purificação no purgatório. Em 1915, durante o papado de Bento 15, sacerdotes foram autorizados a celebrar múltiplos ofícios religiosos ao longo do dia.
No Brasil, o Dia de Finados é feriado nacional, regulamentado pela Lei nº 10.607/2002. A ocasião leva pessoas a cemitérios públicos e particulares, onde visitam os túmulos de familiares e amigos, colocam flores e acendem velas.
Em outros lugares da América Latina, como no México, a tradição também recebeu influências de civilizações pré-hispânicas. Por isso, a data pode envolver ritos festivos, altares domésticos e desfiles temáticos realizados entre o fim de outubro e o começo do mês seguinte.



