
Reportagens do The Wall Street Journal e do The New York Times afirmam que assessores ligados a Donald Trump e ao governo argentino de Javier Milei ajudaram a organizar a viagem de Flávio Bolsonaro e familiares aos Estados Unidos. No Brasil, autoridades apuram as circunstâncias da saída e o possível descumprimento de decisões judiciais. (Foto: Instagram)
Reportagens publicadas pelos jornais The Wall Street Journal e The New York Times apontaram que a viagem do senador Flávio Bolsonaro e de familiares aos Estados Unidos foi organizada com ajuda de assessores do presidente Donald Trump e de integrantes do governo argentino de Javier Milei. Segundo as apurações, o assessor de comunicação Jason Miller intermediou o fretamento de uma aeronave executiva para transportar a família após a travessia até a Argentina.
A rota começou com o deslocamento do senador até Puerto Iguazú, cidade argentina localizada na região da tríplice fronteira. No local, forças de segurança do país vizinho fizeram a escolta até o aeroporto. A família embarcou em um jato particular operado pela empresa Baires Fly, fretado especificamente para realizar o percurso até os Estados Unidos.
A articulação na Argentina teria contado com a mediação de Santiago Caputo, um dos principais conselheiros do governo de Javier Milei. De acordo com as informações publicadas pelos jornais, Caputo manteve contato direto com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro durante a organização do deslocamento.
Após chegar aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro recebeu uma autorização temporária de entrada concedida pelo governo norte-americano por razões humanitárias. A permissão possibilita que ele permaneça no país enquanto são analisados os procedimentos relacionados a um eventual pedido de residência permanente.
No Brasil, a Polícia Federal e as autoridades brasileiras apuram as circunstâncias da saída do senador e o possível descumprimento de decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O STF também acompanha as manifestações apresentadas por órgãos oficiais e examina questões relativas ao uso de passaportes e ao cumprimento de medidas cautelares.
O caso reacendeu discussões institucionais sobre a conduta de autoridades envolvidas em investigações em andamento. As apurações sobre a legalidade dos procedimentos de imigração e as conexões políticas usadas na viagem mantêm em alerta as diplomacias dos governos envolvidos e provocam repercussões no cenário político internacional.



