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quinta-feira, outubro 29, 2026

Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano e deixou Argentina às 23h52, indica registro

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Registros migratórios argentinos indicam que Flávio Bolsonaro entrou no país com passaporte italiano e seguiu para os Estados Unidos na noite de terça-feira (27), apesar de uma decisão que determinava a apreensão de seus documentos. (Foto: Instagram)

Registros migratórios do governo argentino indicam que o senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou um passaporte italiano para entrar no país vizinho. Ele deixou o aeroporto de Puerto Iguazú às 23h52 de terça-feira, 27.

O documento de saída, emitido com o passaporte italiano do senador, registra sua movimentação migratória e confirma que ele partiu rumo aos Estados Unidos naquela noite. Durante a madrugada, o governo argentino informou que Flávio havia entrado no país à noite, acompanhado da família, pela passagem terrestre com o Brasil, e embarcado em um voo. A nota afirmou apenas que ele usou um documento de viagem legal.

A aeronave em que o senador teria viajado é um jato executivo bimotor Gulfstream G400, pertencente a uma empresa de táxi aéreo. Registros de voo indicam que o avião decolou de Puerto Iguazú às 0h21 de quarta-feira, 28, e parou em Guayquil, no Equador, às 3h46. Pouco mais de meia hora depois, seguiu para os Estados Unidos. A previsão era chegar a Miami até as 11h, no horário de Brasília.

Um dia depois de perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio publicou um vídeo em que afirmou que permaneceria no Brasil e entregaria o passaporte à Polícia Federal. A declaração foi feita após ele receber uma intimação na manhã de segunda-feira, 26.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos documentos a pedido da Polícia Federal. A corporação justificou a medida com um “risco concreto de evasão” do senador e citou o “precedente concreto” de Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio, que está nos Estados Unidos enquanto é investigado.

A decisão foi tomada no inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e Willer. Apesar da ordem, o senador viajou aos Estados Unidos, onde mora seu irmão, Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado havia dito em vídeo que Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição. Os passaportes brasileiros do senador foram cancelados pela polícia.

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