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sexta-feira, outubro 30, 2026

Nikolas Ferreira só poderá concorrer à Presidência a partir de 2034 pelas regras atuais

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Pelas regras atuais, Nikolas Ferreira só poderá disputar a Presidência em 2034. Uma candidatura em 2031 dependeria de mudanças constitucionais. (Foto: Instagram)

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 reacendeu discussões sobre o futuro da direita brasileira. Entre as questões levantadas está quando o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) poderá concorrer à Presidência da República.

O assunto ganhou força após Nikolas comentar, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, a possibilidade de disputar o cargo. Ele mencionou uma eventual candidatura em 2031, condicionada a mudanças nas regras eleitorais, incluindo o fim da reeleição presidencial e a ampliação do mandato de quatro para cinco anos. Essas alterações, porém, não fazem parte das normas atuais.

Pelas regras em vigor, Nikolas poderá concorrer à Presidência pela primeira vez em 2034. Nascido em 30 de maio de 1996, ele completará 35 anos em maio de 2031. A Constituição Federal exige idade mínima de 35 anos para quem disputa o cargo, requisito que deve ser cumprido na data da posse, atualmente marcada para 5 de janeiro do ano seguinte à eleição.

Assim, se fosse eleito em 2030, o deputado ainda teria 34 anos na data prevista para assumir a Presidência, em janeiro de 2031, e não alcançaria a idade mínima. Já em 2034, teria 38 anos e poderia cumprir essa exigência. A idade, no entanto, não é o único requisito: também são necessárias nacionalidade brasileira, plenitude dos direitos políticos, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral e filiação partidária, além da ausência de impedimentos de inelegibilidade.

Durante uma transmissão ao vivo no TikTok, em 22 de outubro, Nikolas conversou com influenciadores sobre a idade mínima para ocupar a Presidência. Na ocasião, cogitou disputar o cargo em 2031 caso o mandato passasse a durar cinco anos e a reeleição fosse encerrada. O fim da reeleição havia sido uma proposta apresentada por Flávio Bolsonaro durante a campanha.

Essas mudanças não aconteceriam automaticamente. Para alterar regras desse tipo, seria necessária a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição pelo Congresso Nacional. Também seria preciso estabelecer como as novas normas se aplicariam aos mandatos e ao calendário eleitoral.

No domingo (25), Lula foi reeleito ao vencer Flávio Bolsonaro no segundo turno, com 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% do senador do PL. Foi a primeira vez desde a redemocratização que um candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar venceu a disputa presidencial no segundo turno.

A derrota de Flávio colocou novamente em debate a reorganização da direita e a busca por lideranças para representar esse campo político nos próximos anos. Nikolas Ferreira é citado nesse contexto, mas não há uma candidatura presidencial dele confirmada para 2034.

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