O japonês Tatsuya Ichihashi foi condenado à prisão perpétua, em 2011, pelo assassinato da professora britânica Lindsay Ann Hawker, encontrada morta em março de 2007, no Japão. A jovem, que havia se mudado para o país para ensinar inglês, desapareceu após conhecer o homem, que demonstrou interesse em receber aulas particulares. Depois do crime, Ichihashi permaneceu foragido por mais de dois anos e passou por procedimentos para modificar a própria aparência e dificultar sua identificação.
Lindsay foi vista com vida pela última vez em 25 de março de 2007, na companhia do suspeito. Formada pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, ela trabalhava como professora de inglês no Japão quando conheceu Ichihashi, que a havia abordado na rua.
Segundo os relatos sobre o caso, o homem chegou a seguir a jovem até sua residência, pediu um copo de água e foi apresentado às colegas com quem ela dividia o apartamento. Posteriormente, os dois combinaram uma aula particular de inglês.
O desaparecimento levou a polícia japonesa até o apartamento de Ichihashi, onde o corpo da professora foi encontrado dentro de uma banheira preenchida com areia e terra. A vítima estava nua, amarrada e apresentava sinais de violência.
Durante a operação policial, Ichihashi conseguiu fugir dos agentes que tentavam abordá-lo. A partir daquele momento, começou uma busca que se estenderia por dois anos e sete meses.
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Nesse período, o suspeito adotou diferentes estratégias para evitar ser reconhecido. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ele utilizou identidades falsas, trabalhou durante a fuga e permaneceu em locais isolados.
Uma das medidas tomadas por Ichihashi foi alterar a própria aparência. Ele passou por procedimentos no rosto, incluindo modificações no nariz e nos lábios, além da remoção de sinais da pele. As mudanças dificultaram sua identificação durante o período em que permaneceu escondido.
A investigação avançou quando um cirurgião procurou as autoridades e forneceu informações sobre um paciente que poderia ser o homem procurado. A suspeita de que Ichihashi havia realizado procedimentos estéticos passou a fazer parte das buscas.
Em 10 de novembro de 2009, ele foi localizado e preso em um terminal de balsas na cidade de Osaka, no Japão. Na ocasião, havia a suspeita de que pretendia embarcar para Okinawa, um arquipélago localizado no extremo sul do país.
A prisão encerrou mais de dois anos de buscas e representou um avanço para a família de Lindsay, que acompanhava as investigações desde o desaparecimento da jovem.
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Os pais da professora, Bill e Julia Hawker, moradores de Brandon, nas proximidades de Coventry, no Reino Unido, divulgaram um comunicado após a apresentação das acusações contra Ichihashi. “A família Hawker está aliviada por Ichihashi ter sido capturado em 10 de novembro. Nossa luta por justiça para nossa filha Lindsay estava voltada à captura de Tatsuya Ichihashi. Foi uma longa batalha de dois anos e sete meses”, declararam.
No mesmo comunicado, os familiares reconheceram o trabalho das autoridades japonesas e afirmaram que aguardavam o andamento do processo judicial. “A polícia e o sistema de Justiça japoneses agora lidarão com ele, de acordo com a legislação japonesa. Bill acaba de voltar do Japão, encorajado pelo fato de que as autoridades estão fazendo tudo o que podem para apresentar essas acusações e levá-lo a julgamento”, acrescentaram.
O pai de Lindsay também havia afirmado que Ichihashi não demonstrava arrependimento e defendido que, caso fosse considerado culpado, recebesse a pena máxima prevista pela legislação japonesa.
Em 2011, quatro anos após a morte da professora, Ichihashi foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato.



