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terça-feira, outubro 20, 2026

Justiça de SP condena Gato Preto e Bia Miranda a pagar R$ 211 mil a vítimas de acidente

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Influenciadores Gato Preto e Bia Miranda são condenados a pagar R$ 211 mil após acidente em São Paulo (Foto: Instagram)

Em 16 de setembro, a 5ª Vara Cível de São Paulo proferiu sentença que responsabiliza os influenciadores Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, e Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, a Bia Miranda, pelo pagamento de R$ 211.335,99 em indenizações a duas vítimas de um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2025.

O acidente aconteceu em 20 de agosto de 2025 na zona oeste da capital paulista, quando Gato Preto conduzia um Porsche pela Avenida Brigadeiro Faria Lima. Conforme a decisão, ele avançou o sinal vermelho e colidiu com um Hyundai HB20 ocupado por um homem e seu filho, ambos feridos no impacto.

Na fundamentação da sentença, o juiz Gustavo Coube de Carvalho apontou que o influenciador não contestou a responsabilidade pela ultrapassagem no semáforo fechado. Um exame toxicológico coletado após a colisão identificou presença de álcool etílico, MDA e THC em sua urina, reforçando a postura culposa e negligente na direção.

Gato Preto foi condenado a pagar R$ 160 mil por danos morais, divididos em R$ 100 mil à vítima mais jovem e R$ 60 mil ao pai, além de R$ 1.335,99 pela reparação de um celular danificado durante o choque. O filho sofreu fratura na mandíbula, dificuldades para abrir a boca e precisou de dieta líquida e pastosa, além de acompanhamento médico por três meses.

O pai, além de testemunhar a aflição do filho, teve parte do corpo imobilizado pelo airbag do Hyundai e relatou ter sido ameaçado pelo motorista no local do acidente. Esses aspectos também foram considerados pelo magistrado para aferir a extensão do dano moral sofrido por ele.

Embora não tenha participação na colisão, Bia Miranda foi responsabilizada pelos conteúdos publicados após o acidente. A influenciadora filmou a cena enquanto o jovem era atendido e divulgou imagens a milhões de seguidores, usando termos pejorativos como “senhorzinho” para se referir à vítima e classificando o carro danificado como “lixo”. Por essa conduta, sofreu condenação de R$ 50 mil por danos morais.

A defesa de Bia alegou que ela visava apenas atualizar seu público sobre o próprio estado de saúde, mas o argumento foi rejeitado. Segundo o juiz, “quem responde publicamente à divulgação da própria desgraça defende a imagem, não consente com a ofensa”. O pedido de retratação obrigatória e uma indenização extra pelo veículo foram igualmente rejeitados, pois a seguradora já havia ressarcido R$ 50.411,91 pelos danos materiais.

A sentença prevê desconto de eventuais valores recebidos pelas vítimas em ação criminal e menciona que Gato Preto também responde por tentativa de homicídio com dolo eventual no mesmo episódio. Ambos apresentaram embargos de declaração em 25 de setembro e interporam apelação em 30 de setembro, mantendo em aberto o trâmite para eventual revisão.

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