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segunda-feira, outubro 19, 2026

Flávio Bolsonaro e Lula trocam acusações de corrupção e debatem economia e segurança

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Flávio Bolsonaro e Lula trocam acusações em debate rumo a 2026 (Foto: Instagram)

O primeiro encontro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da eleição de 2026, promovido pela Band em parceria com o Estadão, foi marcado por clima tenso e repetidas trocas de acusações de corrupção. Enquanto Flávio insistiu que a população precisa de mudança para melhorar a economia e a segurança pública, Lula defendeu sua gestão e procurou desgastar o adversário apontando ligações e votações polêmicas.

Com pesquisas apontando empate técnico a uma semana do pleito, Flávio apareceu numericamente à frente. Lula lembrou do histórico de votos do rival quando era deputado estadual, criticou a defesa de policiais envolvidos em crimes no Rio de Janeiro e mencionou a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro. O senador rebateu com críticas ao custo de vida elevado, ao endividamento das famílias e à sensação de insegurança, e admitiu falhas do governo na pandemia de Covid-19.

No bloco dedicado à segurança pública, Flávio prometeu declarar guerra às facções criminosas, classificá-las como narcoterroristas e endurecer penas, incluindo defesa da redução da maioridade penal. Já Lula afirmou que o enfrentamento deve ser coordenado pelos Estados, mas que, diante do fracasso, pretende criar um Ministério da Segurança Pública para intervir em situações críticas. Em vários momentos, o senador se posicionou próximo ao presidente e balançou a cabeça durante as falas, gerando atrito e manifestações na plateia.

Quando o tema ficou livre, o debate se transformou em um embate de denúncias. Flávio explorou declaração da lobista Roberta Luchsinger, chamou Lula de “corrupto” escrito na mão e questionou por que a Polícia Federal foi à casa dela e não investigou o filho do petista, Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha. Lula classificou as menções como assunto da PF e devolveu acusações sobre R$ 134 milhões supostamente enviados por Vorcaro a Flávio, comparando com doações legais ao documentário sobre o próprio mandato.

Na fase econômica, Lula desafiou o senador a explicar o ajuste fiscal que pretende adotar, ironizando eventual espelhamento no modelo de Javier Milei na Argentina. Flávio prometeu combater a “gastança”, criar um Ministério da Prosperidade e implementar um programa de renegociação de dívidas, além de manter o Bolsa Família e congelar obrigações financeiras dos brasileiros. O presidenciável do PL garantiu que reduzirá a taxa de juros e aliviará o endividamento das famílias, enquanto Lula citou crescimento de 3,4% do PIB industrial e culpou tensões externas, como disputas comerciais dos EUA, pelo aumento do custo de vida.

No bloco sobre saúde, Lula atribuiu 700 mil mortes na pandemia à “irresponsabilidade” do governo anterior. Flávio afirmou que, se eleito, levará o padrão do hospital Albert Einstein ao SUS, o que levou o presidente a acusá-lo de querer privatizar o sistema público. O senador reconheceu falhas nessa área e fez um mea culpa sobre a gestão da crise sanitária.

Nos minutos finais, Lula acusou a família Bolsonaro de estar “subordinada” a interesses americanos e de pretender entregar reservas estratégicas aos EUA. Flávio classificou a afirmação como “fake news” e acusou Lula de ter se reunido com Donald Trump para interferir na classificação de facções criminosas. O debate terminou com o presidente prometendo continuar o crescimento econômico e o senador agradecendo aos eleitores, reiterando que não promete o impossível.

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