23.9 C
São Paulo
terça-feira, setembro 29, 2026

Delação de dono do Banco Master trava e acende alerta na Polícia Federal

Leia mais

A negociação de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, apontado como figura central no escândalo do Banco Master, segue sem avanço concreto e já preocupa investigadores. Mais de um mês após o início das tratativas com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, o acordo ainda não foi formalizado por falta de elementos considerados essenciais.

Nos bastidores, a avaliação é de que a colaboração não evolui no ritmo esperado porque o banqueiro ainda não apresentou detalhes-chave do suposto esquema financeiro. Entre as lacunas, estariam o destino de recursos desviados, a identificação de possíveis intermediários e a indicação de autoridades que teriam participado das irregularidades.

A demora pode ter consequências diretas para o rumo das investigações. Isso porque outro nome relevante no caso, o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, já manifestou interesse em firmar um acordo de colaboração. Preso sob acusação de receber propina milionária para favorecer o banco, ele tenta acelerar negociações com autoridades — o que pode colocá-lo em posição estratégica no processo.

++ Derrota no STF pressiona Planalto e pode atrasar indicações de Lula para o Banco Central

Pelas regras da delação premiada, não há prazo fixo para a conclusão das negociações. No entanto, investigadores exigem que os depoimentos sejam acompanhados de provas concretas, como documentos, registros e outros elementos que sustentem as acusações. Sem isso, o acordo não avança.

O caso envolve uma das maiores investigações recentes do sistema financeiro. O Banco Master teve a liquidação decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, após a identificação de irregularidades graves, incluindo a criação de carteiras de crédito sem lastro.

A apuração também aponta que Vorcaro teria atuado para intimidar adversários e agentes públicos, ampliando a gravidade das suspeitas. Enquanto isso, a Polícia Federal segue analisando um grande volume de provas, incluindo celulares e dispositivos eletrônicos apreendidos, que ainda não foram totalmente periciados.

++ Desenrola 2.0 libera uso do FGTS para quitar dívidas; veja quem pode acessar

Com o avanço lento das negociações, investigadores não descartam novas fases da operação. A expectativa é de que a disputa por acordos de colaboração — em um cenário com múltiplos envolvidos — acelere a revelação de informações, mas também aumente a complexidade do caso.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias