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domingo, novembro 1, 2026

Vegetais do fim do mundo: quais alimentos podem salvar vidas em uma catástrofe global

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Em meio ao avanço das ameaças globais, como pandemias letais, conflitos armados e desastres ambientais em larga escala, pesquisadores da organização independente Adapt Research, liderada pelo cientista Matt Boyd, analisaram quais vegetais seriam os mais eficazes para manter a nutrição de uma cidade inteira em tempos de crise.

O estudo, publicado na revista científica PLOS One, levou em consideração diferentes cenários, incluindo um inverno nuclear — condição em que o planeta enfrentaria um forte resfriamento devido ao bloqueio da luz solar por partículas na atmosfera.

O resultado é um guia de sobrevivência baseado em nutrição e espaço: ervilhas, espinafre, beterraba, trigo e cenoura despontam como protagonistas. Em climas normais, as ervilhas ganham destaque por serem altamente nutritivas e exigirem pouco espaço para cultivo. Já em ambientes hostis, como o frio extremo causado por uma guerra nuclear, o ideal seria investir em espinafre e beterraba, mais resistentes às baixas temperaturas.

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Usando como exemplo a cidade de Palmerston North, na Nova Zelândia, os cientistas estimaram que seriam necessários mais de mil hectares adicionais de terra — dentro e ao redor da área urbana — para alimentar toda a população local de cerca de 90 mil pessoas. E isso sem contar a demanda por biocombustível: ao menos 110 hectares precisariam ser reservados para o cultivo de canola, essencial para a produção de biodiesel para os tratores.

O estudo também apontou que a produção ideal de alimentos varia conforme o território disponível. Dentro das cidades, alimentos de fácil manejo e alto rendimento calórico são prioritários. Fora delas, em áreas rurais, batatas (em condições normais) e trigo combinado com cenouras (em caso de inverno nuclear) seriam mais indicados.

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“O que estamos propondo não é ficção científica. É uma reflexão sobre segurança alimentar em tempos incertos”, destacam os pesquisadores. Segundo eles, preparar cidades para a autossuficiência alimentar deve se tornar pauta urgente nos planejamentos urbanos diante das mudanças climáticas e instabilidades geopolíticas que marcam o século 21.

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